Estamos Lendo: Os Lusíadas - Camões

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Quantos letrados passararam aqui

Créditos

Caros amigos leitores.. (muito formal) Koé pessoas... tá rolando um lance meio doido aí na Net... tudo começou com uma idéia maluca do nosso amigo Tiago (equilibrista), saca só..

"Bom dia a todos. (...)Eu estava aqui matutando, com meu cigarrinho de palha na boca como todo bom caipira, e

pensei que a gente precisa se mexer, sabe? Pelo menos, de minha parte, admiro os blogs de todos vocês. Sério mesmo. Entro todos os dias para refrescar a cuca (e pelo jeito vocês entram no meu e saem com a cuca mais quente ainda). Eu queria ver o que vocês acham da idéia, sinceramente.

 

Vamos fazer uma brincadeira? Eu pensei em criar um blog onde todos nós pudéssemos postar o que quiséssemos, contos e histórias, na verdade. Só que cada um teria que continuar a história anterior (de outra pessoa) como bem entender. Tipo um jogo mesmo... blá..blá...blá..

Depois disso, trocamos algumas informações (quase 100 e-mails no mesmo dia) ainda to lendo..rsss, e a coisa foi caminhando.... surgiram pessoas, blogs amigos e pronto.. O BLOG JÁ EXISTE E JÁ TÁ COM A PRIMEIRA HISTÓRIA ROLANDO LÁ "A VALISE MARROM". Na verdade eu to meio atrasado com este post mas a culpa é todinha da Faculdade "não sobre tempo, meu!" (homengem aos amigos paulistas)... bom, enfim, acho que vale a pena dá uma conferida lá... afinal de contas o letrados tá nessa parada.. (ainda engatinhando) claro! Mais os manos e as minas que escrevem lá são uns feras. Abaixo vai a relação e o endereço... conto com todos no CONTO NOSSO PONTO ZIP PONTO NET

"O CONTO-COLETIVO" INICIALMENTE IRÁ DURAR TRÊS SEMANAS - TRÊS POSTS PARA CADA "CONTADOR", HAVENDO A POSSIBILIDADE DE SUBSTITUIÇÕES ..."

DESEJO A TODOS BOA SORTE E ... MÃOS À OBRA!!!!

RAGAZZO DI FAMIGLIA

Escritores em cena:

Ana Claudia Calomeni - http://www.inverdades.weblogger.terra.com.br
Drika
http://drika.cat.blog.uol.com.br/index.html
Marcio-Letrados - http://letrados2.zip.net
Ragazzo-http://ragazzodifamiglia.zip.net
Vera - http://palavraedanca.zip.net
Sylvia - http://sylvinhapoz.zip.net
Tiago-Equilibristahttp://corda-bamba.zip.net

Conto Nosso de Cada Dia

http://contonosso.zip.net

:: Postado por ««Mär©iö»» às 08h46
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Um cego estava sentado na calçada em Paris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia: "Por favor, ajude-me, sou cego".

Um publicitário, da área de criação, que passava em frente a ele, parou e viu umas poucas moedas no boné. Sem  pedir  licença,  pegou  o  cartaz,  virou-o,  pegou o giz e escreveu outro anúncio.

Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi embora.

Pela tarde  o  publicitário  voltou a passar em frente ao cego que pedia esmola.

Agora, o  seu  boné estava cheio de notas e moedas.

O cego reconheceu as pisadas  e  lhe  perguntou  se havia sido ele quem reescreveu seu cartaz, sobretudo querendo saber o que havia escrito ali. O publicitário respondeu:

-  Nada  que  não  esteja  de  acordo  com  o seu anúncio, mas com outras palavras".

Sorriu e continuou seu caminho.

O cego nunca soube, mas seu novo cartaz dizia:

"Hoje é Primavera em Paris, e eu não posso vê-la".

 

Mudar  a  estratégia  quando  nada  nos  acontece...  pode  trazer  novas perspectivas.

Precisamos  sempre  escolher  a  forma  certa  de nos comunicarmos com as pessoas.

Não  adianta  simplesmente  falarmos,  antes precisamos conhecer a melhor mensagem para tocarmos, sensibilizarmos, convencermos as pessoas.

:: Postado por ««Mär©iö»» às 01h27
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Mais um

Falaê, pessoal!

Hoje quem está estreando e nos presenteando com um de seus escritos abaixo é nossa ' miguinha ' Rosa Ângela .

Felicidade oculta

Sinto – me afogando em desejos,

Envolta de alegria, quando

minha alma encontra – se

com a luz da sua aura

Meu cálice transborda

É a minha vida inebriada

pela sua imagem,

E nesse instante singular,

ressurjo, renovada de minha existência

ao apogeu da plenitude humana,

Dessa vida, que se faz insana,

Quando os nossos destinos,

não se alcançam, então

Devaneios de felicidade

Invadem minha mente

E misteriosamente se manifesta,

Em meu ser, essa felicidade

oculta,

e que jamais desvendarás,

Anjo, dessa alma feminina

( Rosa Ângela )

:: Postado por Cida às 12h41
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PARABÉNS PARA O ALEX !

E aí, pessoal!

Para quem não sabe, hoje é aniversário do nosso amigo letrado Alex ( vulgo Cicinho, mas isso já é outra estória ). Todo mundo mandando ' Good vibrations ' para que seu dia seja muito feliz.

Comemorações à parte, não se esqueçam de amanhã. Teremos provinha de Latim, com 'tio' Peixoto. Boa Sorte a todos!

:: Postado por Cida às 10h35
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"A  VIDA  É  UMA PEÇA DE TEATRO QUE NÃO PERMITE ENSAIOS.

POR ISTO, CANTE, CHORE,  DANCE,  RIA E VIVA INTENSAMENTE

ANTES QUE A CORTINA SE  FECHE E A

PEÇA TERMINE SEM APLAUSOS."

 

(Charlie Chaplin)

 Olá meus queridos! Agradeço a todos pelos comentários e por fazer deste espaço meu cantinho preferido. Venho informar que nossos amigos Alex, Cida e Aracelli estão voltando. Como no letrados 1,  a nossa comunidade continua. Preciso deles.  Vamos dividir as tarefas, até porque, começa, esta semana,  as provas na faculdade. O Alex no letrados 1 falava de Mitologia, lembram e a Cida e Aracelli, postava agenda cultural, biografias de autores/escritores e assuntos relacionados a educação. Além disso, nos propomos também, abrir espaço para que nossos amigos do curso de letras, nos trouxessem seus escritos e nós publicaremos aqui.  Hoje tem um do nosso amigo Thiago Dark  "O VALE DOS SUIÍCDAS", vale a pena dar uma conferida. Estamos com a "SERIE CARTAS" e a cada semana vamos postar uma, se alguém quizer compartilhar conosco, a sua será bem vinda. E já falei demais. ... vamos ao que interessa.... a leitura.... Grande abaço a todos!

:: Postado por ««Mär©iö»» às 07h54
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O vale dos Suicidas

Acordei bem cedo.

Tomei café frio; Não comi nada. Mas, pra quê comer?

Logo, logo isso vai acabar!

 

Tomei banho morno; Sequei-me ao sol. Está um dia tão bonito...

Mas, e daí?

Logo, logo isso vai acabar!

 

Olho meu relógio, Ta dando nove horas. Acordei cedo, eu sei...

Na tv, só desenhos débeis. Mas, e daí?

Logo, logo isso vai acabar!

 

Desligo a tv, E boto pra ouvir uns CD’s: Nada com um Rock pra animar a alma.

Esqueço temporariamente a dor... Mas, e daí, se ela voltar?

Logo, logo isso vai acabar!

 

O tempo passa rápido: Dez, onze, quatorze, vinte horas...

Não almoço, nem janto. Mas, e daí se eu sentir fome?

Logo, logo isso vai acabar!

 

Chegou a hora. Tudo em minha volta está vermelho,

Olho a janela, É lindo o luar. Não agüento a ansiedade:

Solto ao nada...

.... E finalmente acabou!

 

Thiago Dark

:: Postado por ««Mär©iö»» às 07h44
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      Série   C    A   R   T    A     S

           Ao domicílio de min’alma

 

O que se vê não se via

O que se crê não se cria

 

Tenho um amigo, cosmopolita demais para sabermos de onde ele efetivamente veio, que, por um erro médico, pensou por um certo tempo que  estava morrendo. E resolveu fazer tudo que ainda não tinha feito, arriscar-se como jamais fizera e, por ironia do destino, terminou por descobrir a vida a caminho da morte. Privou-se de tudo, abraçou os dias, devorou as horas, confundiu-se com os minutos, tornou-se segundos ininterruptos do mais puro viver e ficávamos à beira da estrada de acesso a Goiânia fazendo música para Liz, uma plantinha que adotamos. E passávamos horas ao telefone, ligando para os ministérios, fazendo revolução política antes da hora de dormir. O Jason, este meu amigo, deixou de ser vegetal e assumiu a vida, tornando-se humano. “Nada mais nos faz humanos sem afeto, e o medo é um abraço tão distante de quem fica”. E viveu os possíveis viveres da vida até o momento em que descobriu-se são, e engordou, criou barba e talvez já nem se lembre mais de Liz. Agora o meu amigo voltou a morrer, mesmo tendo a vida como cúmplice. Desperdício de talento...

 

Em um e-mail à Kelly afirmei que a vida era menos uma questão de amor que de ódio e que a resistência moral era o elemento fundamental da sobrevivência, pois me parecia utópica a idéia de uma vida sem combates, barreiras e proteções. E nesta mesma mensagem reconheci o “status quo” mater do homem, qual seja: se o nascimento e a morte se dão de maneira singular, para cada um em particular, por que o intervalo entre estes dois pólos haveria de ser diferente? E fiquei triste por me perceber moralmente vegetal. Estava ocorrendo comigo o mesmo que se deu com Jason. A vida me abraçava, mas eu não conseguia perceber seu calor. Mais uma vez, talento desperdiçado...

Continua abaixo, não comente ainda.....

:: Postado por ««Mär©iö»» às 21h52
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         Mas eis que num fatídico dia dezenove de novembro você  me aparece, e sem ao menos tentar saber minha opinião joga por terra todos os meus elementos de convencimento. E como se não bastasse, lançando mão dos mais vis requintes de crueldade, reconduziu-me ao presente e me arremessou no futuro. Refez minha gana e me fez sentir humano com afeto.

            Agora, refém de uma súbita felicidade confessa, me vejo compelido a cometer todas as pieguices que outrora me eram jocosas por demais. Tendo guarita em meu intelecto, mas este também parece estar a serviço desta sua obra; tento racionalizar o que sinto e descubro que me tornei insano; tento ser um, mas me descubro metade de um ser que somente se completa com você. Como já dizia o poeta, “eu já nem sei se é meninice ou cafonice o meu amor”.

 

Como resumo desta ópera de dois, posso afirmar com muita propriedade que você, dividiu minha vida em dois momentos distintos: antes e depois de você. E em função da intensidade e serenidade resultantes deste evento, posso afirmar, ainda, que você transformou-se no escopo de minha existência. A cada inflar de meus pulmões inspiro não apenas o ar, mas a esperança quanto a tudo que vamos viver juntos, posto que a vida já não se me apresenta como um produto do ódio, como outrora, mas indubitavelmente como um produto de nós, que resultamos de um talento raro, perfeito. E não há nada mais triste que talento desperdiçado.

 

Beijos.

:: Postado por ««Mär©iö»» às 09h33
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Olá Família Blogueira! Levei um susto quando não pude mas postar... "SEU LIMETE DE COTA EXCEDEU"... Quê? Como assim? Fiquei um tempo suspenso... E agora? E os meus leitores?... toda aquele gente interessante que vem aki... não acredito...  Já era! Nada podia ser feito. Agora que o letrados tava ficando bom o uol me faz isso... Eles me queriam como assinante.. tudo bem. Como to adorando isso aki, resolvi o problema. E cá estou, inaugurando mais esse novo espaço. ... Para quem não sabe, começamos com http://letrados.zip.net e tem muita coisa legal lá. Contos, crônicas, poemas, sonetos, biografias de autores, assuntos relacionados à literatura e educação. Quem quizer ver o iníco de tudo, fique a vontade. Bom, Vou ter que começar tudo de novo: convidar os amigos, mudar o visual, colocar meus blogs amigos ... tem tanta coisa. Mas aos poucos vou arrumando.  E como este espaço tem que ter texto, poesia, cultura, informação, cinema, vou começar hoje com esse post e, mostrando a minha cara. Espero que gostem e comentem! Grande abraço! 

 

Eu e Chico Buarque 

            Gostei tanto do Chico que o convidei para a mina casa. Com simplicidade ele aceitou.

Apareceu perto das quatro da tarde: naquele tempo, às cinco horas tinha uma lição de música com Vilma Graça, e havia um ano que estava estudando Teoria Musical, para depois estudar piano.  Nasceu com a estrela na testa: tudo lhe correu fácil e natural como um riacho de roça. Para ele, criar não é muito laborioso.

            Chico acha que tem cara de bobo porque suas reações são muito lentas, mas que no fundo é um vivo. Só que pôr os pés no chão no sentido prático o atrapalha um pouco. Acha que o sucesso faz parte dessas coisas exteriores que não contribuem em nada para ele: a pessoa tem sua vaidade, alegra-se, mas isso não é importante.

            Tem um ar de bom rapaz, desses que todas as mães com filhas casadoiras gostariam de ter como genro. Esse ar de bom rapaz vem da bondade misturada com bom humor, melancolia e honestidade. Tem o ar crédulo, mas diz que não é, é apenas muito preguiçoso.

Perguntei-lhe se já experimentara sentir-se em solidão ou se sua vida tinha sempre esse brilho justificável. Aconselhei que de vez em quando ficasse sozinho, senão seria submergido, pois até o amor excessivo dos outros podia submergir uma pessoa. Ele concordou e disse que sempre que podia dava suas retiradas.

Logo que entrou para Arquitetura, quando começou a trocar régua T pelo violão, a coisa parecia vagabundagem. Mas depois a família se conformou.

            A coisa mais importante para Chico é o trabalho e o amor, e, como indivíduo, quer exatamente ter a liberdade para trabalhar e amar. De brincadeira perguntei-lhe o que era o amor. “não sei definir”, disse-me, “e você?” “Nem eu”, respondi.

 

Clarice Lispector

26 Jun 1971

Alguns trechos retirados do livro A descoberta do Mundo

:: Postado por ««Mär©iö»» às 17h44
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