
Estamos Lendo: Os Lusíadas - Camões
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Os rios
Os rios que eu encontro
vão seguindo comigo.
Rios são de água pouca,
em que a água sempre está por um fio.
Cortados no verão
que faz secar todos os rios.
Rios todos com nome
e que abraço como a amigos.
Uns com nome de gente,
outros com nome de bicho,
uns com nome de santo,
muitos só com apelido.
Mas todos como a gente
que por aqui tenho visto:
a gente cuja vida
se interrompe quando os rios.
João Cabral de Melo Neto
ESCRITOR DA SEMANA

Nascido em Recife, João Cabral (1920-1999) descende de senhores de engenho, onde passou a infância e recebeu grande influência. No Recife, jogou pelo time Santa Cruz. É primo de Gilberto Freyre e de Manuel Bandeira.
Foi para o Rio de Janeiro em 1942 e em 45 ingressou na carreira diplomática. Viajando para vários países em 1952 é obrigado a voltar ao Brasil responder a inquérito sobre subversão, em pleno governo de Getúlio Vargas.
Apesar da vivência nos grandes centros, Cabral nunca se adaptou à cidade grande e à agitação do mundo urbano, sentindo-se para sempre um homem do interior. No Recife, a visão dos retirantes fugitivos da seca, dos miseráveis habitantes dos manguezais, o contraste entre os casarões e os mocambos construídos dentro da lama, também afetariam o poeta. Uma realidade que mais tarde se transformaria num outro elemento importante de sua poesia participante.
Ariano (Suassuna) disse que João Cabral é parte da formação e manutenção da identidade nacional. Haroldo de Campos o considera um dos maiores poetas do Brasil. A Espanha e os EUA já o reverenciaram. Cabral resmunga: “Me considero um marginal na poesia luso-brasileira. Como foram Sousândrade e Augusto dos Anjos.” Nosso poeta resgatou o homem,como o Barroco resgatou Deus. Numa literatura que busca o “engajamento”.
Em 1968, assumiu a cadeira deixada por Assis Chateaubriand na Academia Brasileira de Letras. Em 53, acusado de comunista, passou algum tempo afastado da carreira diplomática.
"Quando veio a público, a poesia de Cabral chocava. A secura da linguagem, o rigor construtivo do poeta que não acreditava em inspiração punha em cheque toda uma tradição. Cabral passou então a ser muito combatido pela crítica e pelos escritores de 1945. Acusavam-no de ser um poeta sem alma que fazia poemas frios, racionalistas, medidos a fita métrica e sem coração."
(Trecho do documentário Duas Águas - Direção e roteiro: Cristina Fonseca
"Descanse em paz, poeta João. A sua presença jamais deixará de estar conosco. Teremos o consolo da sua poesia imortal."
Arnaldo Niskier, presidente da Academia Brasileira de Letras. O poeta morreu em 09 /10/99.
Fonte: http://www.tvcultura.com.br/aloescola/literatura/joaocabral/
http://www.casadobruxo.com.br/poesia/j/jcmn_esp8.htm
:: Postado por
««Mär©iö»»
às
17h41
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DIVERSÃO É SOLUÇÃO, SIM!
EXPOSIÇÃO: PERTO DO CORAÇÃO DE CLARICE![]()
No Instituto Moreira Salles, Gávea-RJ, está acontecendo duas exposições em homenagem a uma das maiores escritoras brasileiras - Clarice Lispector. Com aproximadamente 60 fotos, algumas inéditas, que mostram momentos em família. Objetos pessoais, cartas, primeiras edições brasileiras e estrangeiras e livros da biblioteca da escritora. O público pode conhecer originais de livros datilografados de várias obras e o manuscrito do único livro escrito a mão pela escritora, A Hora da Estrela, considerado o objeto de maior valor histórico da exposição que vai até o dia 08 de maio, terça a dom, das 13h às 20h..e o melhor : É GRÁTIS!
:: Postado por
Cida
às
18h28
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Estou viva!
Pessoal, como todos já sabem, estou de férias e para postar em casa está sendo uma lenha! A conexão aqui é acesso discado
( uma m@#^*! )
, mas na medida do possível estarei colocando algo novo, e conto com o apoio dos meus " maninhos " Márcio e Alex. Um grande beijo.
Acho que essa semana vou ver Alexandre. Hoje , por exemplo, está chovendo e não dá para ir à praia
:: Postado por
Cida
às
08h33
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Aos novos amigos, blogueiros ou não, sejam muito bem-vindos! Estamos felizes com a sua visita. Esperamos que entendam o propósito do nosso espaço. Alguns estranharam os diferentes nomes que aparecem no final dos posts... explico. O LETRADOS é um blog comunitário feito por três amigos - estudantes de letras - Cida, Alex Luis e Eu. Moramos na cidade maravilhosa e em breve eles estarão postando.
O conteúdo é voltado para literatura. Com poemas, poesias, contos, textos, biografias de autores e informações relacionadas a educação. Nossos blogs amigos, a maioria, tem conteúdos literários e vale a pena conhecer. Nosso objetivo é expor nossos escritos e aprimorá-los cada vez mais. Escrevemos sobre tudo pois "Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada" (Clarice Lispector).
Estamos abertos as críticas, fiquem a vontade...só não pode chamar a Adélia Prado de velha - um infeliz comentário feito por alguém mais infeliz ainda...Mas tudo bem "quem diz que sabe ler e não lê é ignorante".
Formamos uma comunidade "blogueira", "bloguista" ...conhecemos muitos amigos de outros estados do Brasil e até escrevemos um conto juntos...cada um continuava a história....está no blog CONTO NOSSO. E hoje tem um poema escrito por Madame Butterfly..nossa grande amiga - um Xêro pra ti. Apreciem...com moderação e um grande abraço a todos!
VISCERAL
Um olhar que me queima por dentro
Eu percebo seus olhos pousados em mim
E neste momento
Começo a sentir um calor terrível, incontrolável.
Um fogo que percorre todo meu corpo:
Pés, pernas, sexo, lábios....
Você me toca de leve, com a pontinha dos dedos
E agora eu quase desmorono.
As pernas ficam moles, o coração acelera.
A respiração totalmente descontrolada
E o calor do seu corpo quentinho
Me envolve num arrepio.
Dá vontade de me deixar levar...e deixo.
Me leva, me toma, me suga, me beija, me coma!
Sinto seu cheiro...o cheiro do seu corpo em mim.
Seu suor misturado com o meu.
Somos sós.
Como pele da mesma pele.
:: Postado por
««Mär©iö»»
às
06h59
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ADELIA PRADO
Corridinho
O amor quer abraçar e não pode. A multidão em volta,
com seus olhos cediços, põe caco de vidro no muro
para o amor desistir. O amor usa o correio,
o correio trapaceia, a carta não chega, o amor fica sem saber se é ou não é.
O amor pega o cavalo,
desembarca do trem,
chega na porta cansado
de tanto caminhar a pé.
Fala a palavra açucena,
pede água, bebe café,
dorme na sua presença,
chupa bala de hortelã.
Tudo manha, truque, engenho:
é descuidar, o amor te pega,
te come, te molha todo.
Mas água o amor não é.
Adélia Prado
Vida:
Adélia Prado nasceu no dia 13 de dezembro de 1935, em Divinópolis, Minas Gerais. Em 1950, morre sua mãe, fato que desencadeia seus primeiros poemas. Em 1958, ela se casa com José Assunção de Freitas, com quem tem cinco filhos. Formada em Filosofia em 1973, Adélia Prado envia os originais de seus poemas para Affonso Romano de Sant’Anna que os entrega a Carlos Drummond de Andrade. Em 1976, seu primeiro livro, Bagagem, é lançado no Rio de Janeiro, numa sessão concorridíssima em que estavam presentes, entre outros, Carlos Drummond de Andrade, Affonso Romano de Sant’Anna, Clarice Lispector e Juscelino Kubitschek. Poeta e romancista, alguns de seus textos têm sido adaptados para o teatro em montagens bem sucedidas como Dona Doida, que protagonizado por Fernanda Montenegro, foi encenado em diversos Estados brasileiros, além dos Estados Unidos, Portugal e Itália. Em 1980: Dirige o grupo teatral amador Cara e Coragem na montagem de O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna. A partir dos 40 anos, dedicou-se à poesia valorizando o cotidiano doméstico. Adélia costuma dizer que o cotidiano é a própria condição da literatura. Morando na pequena Divinópolis, cidade com aproximadamente 200.000 habitantes, estão em sua prosa e em sua poesia temas recorrentes da vida de província, a moça que arruma a cozinha, a missa, um certo cheiro do mato, vizinhos, a gente de lá.
"Alguns personagens de poemas são vazados de pessoas da minha cidade, mas espero estejam transvazados no poema, nimbados de realidade. É pretensioso? Mas a poesia não é a revelação do real? Eu só tenho o cotidiano e meu sentimento dele. Não sei de alguém que tenha mais. O cotidiano em Divinópolis é igual ao de Hong-Kong, só que vivido em português."
OBRAS:
Individuais
POESIA
- Bagagem, Imago - 1976
- O coração disparado, Nova Fronteira - 1978
- Terra de Santa Cruz, Nova Fronteira - 1981
- O pelicano, Rio de Janeiro - 1987
- A faca no peito, Rocco - 1988
- Poesia Reunida, Siciliano - 1991
- Oráculos de maio, Siciliano - 1999
PROSA
- Solte os cachorros, Nova Fronteira - 1979
- Cacos para um vitral, Nova Fronteira - 1980
- Os componentes da banda, Nova Fronteira - 1984
- O homem da mão seca, Siciliiano - 1994
- Manuscritos de Felipa, Siciliano - 1999
- Prosa Reunida, Siciliano - 1999
- Filandras, Record - 2001
ANTOLOGIA
Mulheres & mulheres, Nova Fronteira - 1978
- Palavra de mulher, Fontana - 1979
- Cantos mineiros, Ática - 1984
- Antologia da poesia brasileira, Embaixada do Brasil em Pequim – 1994
Fonte: www.coh.arizona.edu/. ../adeliaprado.htm e http://www.releituras.com/aprado_bio.asp
:: Postado por
««Mär©iö»»
às
12h28
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Estamos na lista dos blogs legais!!!!
Tenho um texto que fiz para o letrados 1 que me deu muita alegria... Um homenagem a todos os blogs que nos visitam e que conheci recentemente. A maioria deles com conteúdo literário e bem escritos. Pessoas comuns de muito talento. Anônimos que amam contar suas histórias e nos emocionar com elas.Para conhecer os blogs é só linkar nos nomes em destaque no texto. Essa é uma boa hora para republicar...já que devo isso a vocês....espero que gostem ... Grande abraço!
O Encontro
A reunião se deu na mesma esquina de todas as sextas, mais conhecida como esquina do andré Dono do bar temático – pano de fundo para os nossos encontros literários.
Entre poemas, contos e cronicas um choppinho gelado, vinho para Dequinha e a famosa caipirinha da Ana Calomeni.
A turma estava empolgada. Vera ria das piadas do Gabriel. Era um dia diferente e especial. Dali partiríamos para o nosso sarau de poesia em Seropédica, idéia do Michel Seadini. Um sítio com um QUINTAL enorme.
Aos poucos os letrados iam chegando e se cumprimentando. Ester, acompanhada do marido, estava ansiosa por esse encontro. Na verdade curiosa, pois seu cônjuge havia feito um soneto especial para essa ocasião e o mantinha em segredo até o momento. Nilda, que chegava sempre no horário se atrasou um pouquinho por conta das aulas de pedagogia. Parece exausta, mas feliz.
Continua abaixo..........
:: Postado por
««Mär©iö»»
às
09h40
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O céu estava poético. A lua tão clara que parecia uma daquelas noites brancas que costumava apreciar na marambaia. Bem propícia para o momento; e enquanto esperávamos os fariseus do jesus me chicoteia , Rogerio lia um de seus pensamentos, dando uma palhinha. Cidão e Alex tentavam terminar o mistério de Sofia – parecem Surtados.
Vendo-os ali, com o verbo solto, contando histórias, Textando, poetizando, fazendo revelacoes, rindo da comédia diária , fui tomado por um prelúdio de devaneios e vi, junto da turma, O POETA Álvares de Azevedo lendo Byron, Kafka explicando a Metamorfose, Baudelaire dizendo em bom tom “... é preciso te embriagares sem trégua. Mas de quê? ..... de vinho, de poesia ou de virtude, a teu gosto. Mas, embriaga-te!” Todos abrilhantavam aquele inesquecível encontro.
Voltei do frenesi com a chegada do ragazzo, recebido por Kelly que dizia sempre, com aquele charme do sotaque nordestino “ xêro no oio!”, sua marca registrada.
A expectativa em torno do moço de família , como era conhecido, tinha um só motivo. “Prometo ler nesse encontro o último capítulo do conto A CAIXA DE CONFEITOS ”. - disse-me por telefone dias antes e fiz questão de avisar a todos. Finalmente iríamos saber o que havia naquele cartão de memória, aquadrado de plástico cinza, que parecia um micro-disquete de computador. “E aí meu caro, promessa é dívida!” – Daniel já cobrando. “ Muita calma nessa hora pessoal, vamos pedir mais uma rodada e aguardar os retardatários”. Notamos que Camus e Vinícius da rede jovem estavam chegando na companhia de Emanuela e do Tiu. Brindamos o momento!
Enfim, todos já estávamos sentados; Tiago do Corda-Bamba pediu um som ambiente. Um silêncio se fez. Ragazzo, No meio do salão, começou a leitura: “ Esther havia escapado daquela última perseguição. Estavam num galpão abandonado, perto da rua de Matacavalos, frígido e bruxuleante. Bia, ofegante e com o coração apertado, previa o último diálogo com sua amiga de infância. Seria um milagre resistir aos ferimentos. Envolvida em seus braços, no calor do sangue, estava Esther trepidante. “Bia, sinto muito. Não queria te envolver nisso, mas não tem saída. Só confio em você........ O dis..quete.... é a pro...va ... a ..p...r..ova que.....
A porta se abre depressa. Uma voz forte e familiar é ouvida e um flash cruel e terrível, me despertou daquele meu sonho intenso.
:: Postado por
««Mär©iö»»
às
08h30
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Hoje é Dia de São Sebastião, padroeiro do Rio de Janeiro. Feriado por aqui (oba!). Depois do tempo fechado de ontem, o sol deu o ar da graça. Não podia de ficar de fora – ainda bem. Com isso podemos aproveitar as praias do Rio e das região dos Lagos. Um arena itinerante será montada para oferecer aos banhistas um espaço de lazer e bem-estar, com música, yoga, massagem e um lounge/bar. O Pepê, na Barra da Tijuca, ganha uma programação cultural e esportiva especial, com shows gratuitos em clima de luar havaiano. Para completar a festa tem show da cantora Maria Rita na praia de Ipanema (posto 10) – ainda bem que sou carioca da gema. E pra quem faltou as aulas de catecismo (nunca fui)..... ai vai um pouco da história do padroeiro e de que maneira a cidade está ligada a ele. Aos cariocas, bom feriado, boa praia, bom show..... aos amigos de outras cidades...um bom dia de trabalho....hehehe....
São Sebastião, padroeiro do Rio de Janeiro
A vida de São Sebastião, que viveu nos primeiros tempos do Cristianismo e é o padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, é pouco conhecida entre os cariocas. De espada na mão, entre portugueses, mamelucos e índios, ele teria sido visto pulando entre as embarcações e lutando contra os invasores franceses que ocupavam a cidade do Rio de Janeiro, em 1565, na Batalha das Canoas.
A batalha se deu em 20 de janeiro, mesma data da morte do santo, ocorrida no ano de 288. Os cristãos atribuem a vitória – considerada milagrosa, já que os franceses e seus aliados Tamoios eram em maior número e estavam bem equipados – a São Sebastião, que, desde então, passou a ser considerado protetor da cidade.
Curiosidades
• Conta-se que, quando São Sebastião subiu aos céus, teria ouvido de Cristo: “Como é, Sebastião, tu queres ficar aqui na pátria-eterna da alegria, da paz e do gozo, ou queres voltar à Terra para proteger, para amparar, para animar? Sebastião teria dito: “Padroeiro, só se for do Rio de Janeiro”.
Quem foi?
São Sebastião nasceu em Petrória, na Itália. Chegou a ser considerado um dos oficiais prediletos do imperador Diocleciano. Sebastião conseguiu converter muitos pagãos ao cristianismo. Até mesmo o governador de Roma, Cromácio, e seu filho Tibúrcio foram convertidos por ele.
Sebastião foi denunciado, pois estava contrariando o seu dever de oficial da lei.
Diante do imperador, Sebastião não negou a sua fé e foi condenado à morte, sem direito à apelação. Amarrado a um tronco, foi varado por flechas, na presença da guarda pretoriana. No entanto, uma viúva chamada Irene, retirou as flechas do peito de Sebastião e tratou-lhe.
Assim que se recuperou, demonstrando muita coragem, se apresentou novamente diante do imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusando-o de inimigo do Estado. Perplexo com tamanha ousadia, Diocleciano ordenou que os guardas o açoitassem até a morte. O fato ocorreu no dia 20 de janeiro de 288.
São Sebastião é o protetor da humanidade contra a fome, a peste e a guerra.
AGORA, BABEM!!
1)Pão de Açúcar
2)CORCOVADO
1)O bloco maciço de pedra do Pão de Açúcar mede 394 m de altura e desde 1913 pode ser alcançado por um bondinho.
2) O mirante do Corcovado fica a 709 m do nível do mar, no alto do morro do mesmo nome, e de lá você tem uma vista belíssima de toda a cidade.


IPANEMA E COPACABANA
:: Postado por
««Mär©iö»»
às
09h05
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Em ritmo de férias
Olá , pessoal.
Esse poema tem uma particularidade, na verdade eu o fiz ' sob medida ' inspirado no estilo de uma pessoa que eu gosto muito, a Camilinha do Noites Brancas.
Mudando de assunto , hoje estou saindo de férias. A partir das dezessete e trinta é proibido falar de trabalho. Quero ficar pretinha e magrinha para a volta às aulas, hahaha!
Beijão da Cidão!
Antes que o verbo se faça carne
Sangue vertido em vinho
Veias, vias de desejo
Intenções impuras
Um convite à cópula
Hálito etílico
Beijos absurdos
Escapo de tua presença
Antes que o verbo se faça carne
Antes que a carne se verbalize
:: Postado por
Cida
às
08h11
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Olá meus queridos!
Fui para Pasárgada...por estava sumido... Tive regalias: “lá sou amigo do rei, tenho a mulher que quero, na cama que escolherei” – ô coisa boa! “Os telefones são automáticos, tem alcalóides à vontade, tem prostitutas bonitas pra gente namorar” .... Fiquei um tempo por lá...
Mas voltei!
Senti saudades deste canto, do aconchego, das palavras, enfim.... Regressei!
Solidão
Sozinho num canto
Um pensamento distante
Encontros e desencantos
Uma música
Um arrependimento
Palavras não ditas
Palavras que ficam
Lembranças: seu sorriso
Um vinho, brindamos!
Nossos sentimentos...
O passado tão presente
Sem volta, a revolta.
O que fica, o que restou?
Coração partido...
Um eu-lírico sem destino
Perdido, adido ao amor
Sozinho, solitário
Sentindo falta tua
Sentindo dor
:: Postado por
««Mär©iö»»
às
11h42
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Sem melancolia.
Caros amigos, não quero que pensem que sou um sofredor ou que vivo pelos cantos triste. Simplesmente o que escrevo acontece em horas não muito favoráveis, só isso, são os melhores momentos de desabafo. Um monte de amigos que lêem o que escrevo acham que estou perto do suicídio...rsrsrsrsrs....nada haver. Estou bem, muito bem!!! Bom começo de semana para todos.
Profanado
Como quem rouba um objeto
Tu roubaste a minha alma.
Violaste, invadiste, desvendara.
O meu ser insignificante até agora.
Como podes, sem minha permissão,
Causar tamanha satisfação?
Acompanhada de prazer e medo
Repleto de mistérios, enlouquecidos.
Como podes fazer isso comigo?
Eu que até então não me conhecia
Nem tampouco te conhecia
Agora vivo em devaneios.
E agora, quem secará o meu pranto?
Que correm pelos olhos vermelhos, inchados!
Como serão esses dias de pranto?
Já que não tenho mais o seu encanto.
:: Postado por
Alex Luiz Galvão
às
05h59
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Um esclarecimento aos nossos amigos blogueiros. Andaram perguntando nos comentários se eu havia deixado os letrados e me bandado lá pro Casarão Vermelho . Claro que não.. esse é meu primeiro filho e tenho todo carinho por ele..... O casarão é apenas o caçula e tem um estilo diferente.. resolvi me expor um pouco mais falando da minha profissão...E outra dúvida com relação aos nomes diferentes que aparecem no final dos posts... Trata-se de um blog comunitário e a presença dos ilustres colegas Cida e Alex, fazem desse espaço um cantinho ainda melhor.. e me sobra tempo pro casarão..hehehe... Com isso, todos os dias tem algo novo por aki.... Toda semana um Biografia - ESCRITOR DA SEMANA... Agenda Cultural, além de textos, crônicas, contos e poesias.... e em breve estaremos falando de algumas canções e de suas letras (algumas curiosidades literárias).... espero que gostem.... É isso ae! Então vamos Falar sobre o ESCRITOR DA SEMANA... leia e conheça um pouco mais dessa brilhante poetiza FLORBELA ESPANCA... Logo abaixo.... não deixe de comentar... Grande abraço a todos e obrigado pelos comentários..Amo vocês!
:: Postado por
««Mär©iö»»
às
11h33
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Amar!
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui...além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois, se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
FLORBELA ESPANCA - E S C R I T O R D A S E M A N A
Florbela d’Alma da Conceição Espanca nasceu em Vila Viçosa- Portugal - em 8 de dezembro de 1894 e faleceu em Matosinhos (Cidade do Porto) em 8 de dezembro de 1930.
Estudou em Évora, onde concluiu o curso do Liceu, matriculando-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Casou-se três vezes, tendo sido infeliz em todas elas.
Escolheu o soneto para transmitir a sua perturbante e sombria interioridade e, dentro da pequenina fórmula mágica de quatorze linhas, Florbela move-se e transmite o seu modo de sentir numa existência sonhadora da qual não consegue separar da realidade, vivendo, assim, uma vida “ que não tem norte” e buscando a visão do Infinito. No entanto, e apesar da angústia e sentimento transmitidos em todos os seus poemas, não consegue dizer tudo o que sente.

Só depois de sua morte é que viria a ser conhecida do grande público, mesmo porque esta foi a causa das barreiras que impediram a divulgação de seus livros. Alguns conservadores, e o clero português abominaram sua atitude em cometer o suicídio. No ano de sua morte, (1930), teria sido publicado o seu livro “Charneca em Flor” pelo seu editor e amigo, o professor de língua italiana na Universidade de Coimbra, Guido Batelli. Das suas obras destacam-se: Livro de Mágoas, (1919), Charneca em Flor, (1930), Reliquae (1931), A Máscara do Destino(1931) e Dominó Negro (contos, 1931).
Por alguns, ela foi definida como parnasiana, de intenso acento erótico feminino sem precedentes na língua portuguesa.
Os poemas de Florbela Espanca podem ser comparados a uma bíblia de iniciação amorosa ou um dicionário das vicissitudes de uma mulher sofrida
:: Postado por
««Mär©iö»»
às
11h32
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Meus dias.
As vezes ficamos um pouco para baixo, sem rumo e sem motivação. Mas tudo é sempre muito válido. Este que escrevi, retrata um pouco do que senti dia desses. Não chorem por mim.....rsrsrsrsrs
O Grito.
Senti necessidade de escrever.
Na falta de papel, escrevi em um guardanapo.
Não era algo excepcional, somente algum lamento.
Estava com gosto de sangue na boca.
A garganta seca.
Olhos, brilhantes, cheios de lágrimas que estavam prestes a descer.
Senti-me um inseto, indefeso, desprezado, desprezível...
Pessoas, várias, ao meu redor não me viam,
não me ouviam, não me sentiam...
Um rompante desesperador me tomou.
Um lapso, um colapso nervoso me fez agir.
Foi assim que aconteceu:
Levantei a cabeça e dei um GRITO!
Alex Galvão - 2005
:: Postado por
Alex Luiz Galvão
às
05h23
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O CONFRONTO
A polícia invadiu as duas da tarde. Hora incomum para esse procedimento. Mas chegaram no “sapatinho” com o intuito de surpreender a bandidagem. Havia todo um estratagema para que não escapasse um malando sequer. Estava tudo cercado - coisa difícil de se fazer naquele amontoado de casas e barracos - As vielas, becos e ruas-sem-saída, dificultavam ainda mais o trabalho dos “justiceiros”. Sem falar na semelhança desse tipo de habitação: “Casas Populares”, parece que estamos no mesmo lugar. E tudo estava azul. Ordem do comando. “Ae malandragem, o lance é o seguinte, fala pros morandores que a partir de hoje tudo vai ficar azul... aí confundimos os “homi”, ta ligado?” - disse o chefão.
Mas dessa vez a justiça não estava cega. Foram iluminados pelo “DISQUE DENÚCIA” e sabia exatamente onde os vapores estavam. Foi uma espécie de mapa-do-tráfico entregue em mãos.
Alguns dias que precederam à ação foram feitas observações e anotações. E, segundo um informante, alguns policiais estavam até infiltrados. - O que não é muito difícil....olhando de cara nem percebemos quem é quem... depois que tiram a farda, a cara assusta - De maneira que nada podia dar errado.
Passar pelo o “olheiro” foi fácil. Era sujeitinho com cara de fuinha, tão frívolo que pra mim não faria diferença se não existisse. Estava desatento e tanto ou quanto fumacento – era a hora sagrada para fumar a erva maldita. Foi pego com a boca na botija. Depois de revistado levou um chute nos fundilhos e caiu contorcendo de dor.
O fogueteiro, por sua vez, não tinha a “manha”de um profissional experiente. Nem parecia fugaz. Era franzino que dava dó. Podia ver os contornos de pele e osso daquele busto nu. Soube depois que era estagiário o trombadinha.- Onde estará os pais desse delinqüente?
Foi moleza. Estava indefeso o garoto e antes que desse o alarme acendendo um dos seus foguetes, foi surpreendido. “calma aí chefia, tenho 3 meses de casa” “esse é o meu primeiro emprego” - Só tinha 14 anos o meliante. E levou algumas coronhadas para ficar quieto e foi levado por um dos agentes pra caçapa da viatura, que mantinha o giroscópio desligado para não denunciar a posição.
A ronda continuava com a mesma frialdade do início. “Vamos acabar logo com isso” – disse um dos policiais. Até começar o tiroteio e o tempo fechar de vez. Não se sabe até agora quem foi o precursor dos disparos ou de quem partiu a ordem. Mas quando começa é difícil o “cessar fogo”. Os moradores foram despertados pela melodia-intermitente dos fuzis AH-K, pistolas e metralhadores.
D. Creuza não tava nem aí pro bando que passava armado até os dentes..... continuou cantarolando Alcione enquanto lavava a roupa suja.
Sr. Juvenal não teve a mesma sorte. Depois de almoçar costumava fumar um cigarrinho na sacada da varanda quando foi achado por uma bala perdida. Naquele dia deu sua última tragada cumprindo a promessa “Um dia vou parar de fumar”.
Em poucos minutos os “soldados” que escoltavam os “vapores” chegaram dispostos a vencer o confronto e defender o produto interno bruto. Nas mãos, granada! Ae meu caro leitor, foi difícil conter a tropa... tão organizada, tão cautelosa, tão tão.. . que se retirava em bando. “Precisamos de reforços” - disse o comandante da operação.
Mais um confronto frustrado. Mais vítimas inocentes...
e em algum beco da favela......“Mais tarde tem baile Funk no beco 18, esquina com a barraca do Tião... Vai ter pó a 1 real e Skol, Redibull é por minha conta... ...avisa na rádio da comunidade que a PAZ JÁ VOLTOU....”.
PARA O RIO, SÃO PAULO.... PAZ PARA O MUNDO!!!!!!
:: Postado por
««Mär©iö»»
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09h41
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Salve.
Caros, não quero que pensem que sinto vaidade em postar somente textos de minha autoria. Muito pelo contrário, pois é difícil de expor dessa forma tão democrática, onde todos dão opiniões livremente e sem clichês. Assim que achar algo bem interessante irei pôr aqui e compartilhar com os amigos. Segue um testículo meu.
Todo começo tem seu fim
O ato de escrever é uma experiência transcendental.
Nunca se sabe como começar, quando começar.
Como irá terminar.
Qual será o assunto a ser abordado.
O mais importante é criar a primeira frase.
É um momento único, brincar de ser Deus.
Quando escrevo posso tudo...
Voar, matar, morrer, ressuscitar, ser o mocinho ou o bandido.
E quando tudo me cansar, posso terminar.
Basta somente pôr um ponto final.
Alex Galvão - 2005
:: Postado por
Alex Luiz Galvão
às
05h58
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ESCRITOR DA SEMANA

Charles-Pierre Baudelaire ( 1821 - 1867 )
Poemas
A Alma Do Vinho
Alma do Outro Mundo
Le Beauté(Original em Francês)
A Beleza(trad. Ivan Junqueira)
A Beleza(trad. Guilerme de Almeida)
Bênção
As Jóias
Ao Leitor
As Litânias de Satã
O Albatroz
Parfum Exotique(Original em Francês)
Perfume Exótico(trad. Ivan Junqueira)
Remorso Póstumo
A Vida Anterior
A Serpente Que Dança
O Vampiro
Poeta e crítico francês, Charles-Pierre Baudelaire nasceu em Paris em 9 de abril de 1821. Desavenças com o padrasto forçaram-no a interromper seus estudos, iniciados em Lyon, para uma viagem à Índia, que interrompeu nas ilhas Maurício. Ao regressar, dissipou seus bens nos meios boêmios de Paris, onde conheceu a atriz Jeanne Duval, uma de suas musas. Outras seriam, depois, Mme. Sabatier e a atriz Marie Daubrun. Endividado, foi submetido a conselho judiciário pela família, que nomeou um tutor para controlar seus gastos. Baudelaire permaneceu sempre em conflito com esse tutor, Ancelle.
Baudelaire marcou com sua presença as últimas décadas do século XIX, influenciando a poesia internacional de tendência simbolista. De sua maneira de ser originaram-se na França os poetas "malditos". De sua obra derivaram os procedimentos anticonvencionais de Rimbaud e Lautréamont, a musicalidade de Verlaine, o intelectualismo de Mallarmé, a ironia coloquial de Corbière e Laforgue.
A atividade de Baudelaire se dividiu entre a poesia, a crítica literária e de arte e a tradução. Seu maior título são Les Fleurs du mal, cujos poemas mais antigos datam de 1841. Além da celeuma judicial, o livro despertou hostilidades na imprensa e foi julgado por muitos como um subproduto degenerado do romantismo.
Ainda um outro Baudelaire é o revelado em suas obras especulativas e confessionais. É o caso de Les Paradis artificiels, opium et haschisch (1860; Os paraísos artificiais, ópio e haxixe), especulações sobre as plantas alucinógenas, parcialmente inspiradas nas Confessions of an English Opium-Eater (1822; Confissões de um comedor de ópio) de Thomas De Quincey; e de Journaux intimes (1909; Diários íntimos) -- que contém "Fusées" (notas escritas por volta de 1851) e "Mon coeur mis a nu" ("Meu coração desnudo") --, cuja primeira edição completa foi publicada em 1909. Tais escritos são o testamento espiritual do poeta, confissões íntimas e reflexões sobre assuntos diversos.
Após uma existência das mais atribuladas, Baudelaire morreu de paralisia geral, nos braços de sua mãe em Paris em 31 de agosto de 1867, quando mal começava a ser reconhecida sua influência duradoura sobre a evolução da poesia.
:: Postado por
Cida
às
12h39
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Ano novo, vida nova!!
Voltamos a realidade, mais um ano que começou. Espero, de coração, mantermos os nossos contatos e que sigamos juntos por muitos anos. FELIZ 2005!!!!!
Receita.
Olhar o pôr do sol ao fim da tarde.
Saber que mais um dia se encerra.
Ter a sensação de dever cumprido.
Pensar no amanhã.
Envelhecer com coragem e bravura.
Não temer as dificuldades que surgem.
Amar, respeitar, viver sem temer.
Um ciclo que nos envolve, natural.
Sentir um cheiro, um gosto, um susto...
Buscar coisas boas nos piores momentos.
Apreciar a luz do luar, beijar na boca, ser feliz...
Viver de simplicidade, na simplicidade, sem complicar demais.
Andar descalço, sentir o chão gelado nos pés.
Sentar no alto de uma pedra, relaxar, gozar do momento.
Ah, amar, pescar, dançar, brincar...Viver!
Alex Galvão – 2004/2005
:: Postado por
Alex Luiz Galvão
às
05h42
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